A Reforma Tributária não começa de uma vez só. Ela terá uma transição gradual, e 2026 marca uma etapa importante para empresas, sistemas e contabilidades.
A principal mudança prática para 2026 aparece nos documentos fiscais eletrônicos. A Receita Federal orienta que, a partir de 1º de janeiro de 2026, contribuintes passem a emitir documentos fiscais com destaque de CBS e IBS, conforme notas técnicas específicas.
Isso não significa que tudo muda imediatamente. Porém, significa que a adaptação começa agora.
Neste artigo, você vai entender quais mudanças começam em 2026 e o que vem depois na transição da Reforma Tributária.
A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo.
A CBS será um tributo federal e substituirá PIS e Cofins. O IBS será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios, substituindo ICMS e ISS ao longo da transição.
Além disso, o Imposto Seletivo incidirá sobre bens e serviços específicos, conforme regras previstas na legislação.
Esse novo modelo busca simplificar a tributação sobre consumo e reduzir conflitos entre tributos. No entanto, a adaptação exige tempo.
Em 2026, empresas começam a lidar com o destaque de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.
Isso inclui documentos como NF-e, NFC-e, NFS-e e outros modelos, conforme regras e notas técnicas aplicáveis.
O objetivo dessa fase é testar sistemas, validar informações e preparar empresas e órgãos públicos para a nova lógica tributária.
O Comitê Gestor do IBS informa que, a partir de janeiro de 2026, contribuintes que já emitem documentos fiscais deverão destacar IBS e CBS nas notas, sem que esses valores componham o total da operação.
Portanto, 2026 será um ano de adaptação prática.
As empresas precisam revisar sistemas de emissão de notas, cadastros fiscais, códigos de produtos e serviços, processos internos e integração com a contabilidade.
Também precisam treinar quem emite notas fiscais. Um erro operacional pode gerar retrabalho e inconsistência.
Além disso, empresas devem começar a analisar créditos, fornecedores, clientes, preços e contratos.
Mesmo que a transição avance aos poucos, as decisões tomadas agora ajudam a evitar problemas depois.
A partir de 2027, a CBS começa a ganhar mais relevância dentro do novo modelo. O Ministério da Fazenda informa que o novo modelo da CBS terá início pleno a partir de 2027, inclusive para optantes pelo Simples Nacional, com extinção de PIS e Cofins e redução a zero do IPI, mantidas regras específicas para a Zona Franca de Manaus.
Isso reforça a importância de preparação em 2026.
Empresas que não revisarem processos antes podem chegar em 2027 com sistema desatualizado, preço mal calculado e pouca clareza sobre impactos.
A transição completa segue nos anos seguintes, com substituição gradual dos tributos atuais pelo novo modelo.
Isso significa que empresas precisarão acompanhar mudanças de forma contínua. A Reforma não será um evento único; será um processo.
Por isso, a contabilidade precisa participar da rotina estratégica da empresa durante toda a transição.
Em 2026, a Reforma Tributária começa a aparecer de forma prática nas notas fiscais e nos sistemas das empresas.
O destaque de IBS e CBS nos documentos fiscais marca o início da adaptação operacional. Depois, a transição avança para mudanças mais profundas na apuração, créditos e substituição de tributos.
Empresas que se organizam desde agora ganham tempo, segurança e previsibilidade.
A WeDo Contabilidade acompanha de perto cada etapa da Reforma Tributária para ajudar empresários a entenderem o que muda em 2026 e como se preparar para os próximos anos. Além do atendimento digital, a WeDo também possui escritório físico na Fradique Coutinho, em Pinheiros, para estar perto dos empresários que buscam uma contabilidade moderna, consultiva e parceira de verdade.

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